Quanto encanto!
Encantada estou.
Com a diversidade do verde
A água que corre na terra,
As sementes que germinam,
os pássaros que festejam,
e a alegria do agricultor.
É a diversidade no sertão,
De plantas medicinais,
A biodiversidade encanta
Devido às chuvas que caem.
Enche cisterna e mananciais.
Quanto encanto!
Encantada estou!
Com a vida no Semiárido,
E a chuva de nosso Senhor!
Um tapete verde virou o sertão,
As árvores são revestidas.
E os cactos se fortalecem:
O mandacaru e xique-xique
A cabeça de frade e o quipá,
A macambira e o rabo de raposa,
Não fica atrás o caroá.
Os pássaros comemoram,
E cantam com tanta maestria,
o tiziu, o joão de barro,
O casaco de couro e a rolinha,
Tão pequenos mas encantam,
o coleirinho e o azulão,
o bem-te-vi e a caldo de feijão.
Diversidade é o que não falta!
Falta palavra para ilustrar,
Os bens que tem nessa terra
E que se plantando tudo dá.
No sertão pulsa a vida
Lugar bom para morar.
VIVA A CAATINGA! VIVA O SEMIÁRIDO!
Composição de Elessandra Araújo
terça-feira, 28 de abril de 2020
A transformação
28 de abril dia Nacional da Caatinga
Viva a caatinga!
Quanto encanto!
Encantada estou.
Com a diversidade do verde
A água que corre na terra,
As sementes que germinam,
os pássaros que festejam,
e a alegria do agricultor.
É a diversidade no sertão,
De plantas medicinais,
A biodiversidade encanta
Devido às chuvas que caem.
Enche cisterna e mananciais.
Quanto encanto!
Encantada estou!
Com a vida no Semiárido,
E a chuva de nosso Senhor!
Um tapete verde virou o sertão,
As árvores são revestidas.
E os cactos se fortalecem:
O mandacaru e xique-xique
A cabeça de frade e o quipá,
A macambira e o rabo de raposa,
Não fica atrás o caroá.
Os pássaros comemoram,
E cantam com tanta maestria,
o tiziu, o joão de barro,
O casaco de couro e a rolinha,
Tão pequenos mas encantam,
o coleirinho e o azulão,
o bem-te-vi e a caldo de feijão.
Diversidade é o que não falta!
Falta palavra para ilustrar,
Os bens que tem nessa terra
E que se plantando tudo dá.
No sertão pulsa a vida
Lugar bom para morar.
VIVA A CAATINGA! VIVA O SEMIÁRIDO!
Composição de Elessandra Araújo
Quanto encanto!
Encantada estou.
Com a diversidade do verde
A água que corre na terra,
As sementes que germinam,
os pássaros que festejam,
e a alegria do agricultor.
É a diversidade no sertão,
De plantas medicinais,
A biodiversidade encanta
Devido às chuvas que caem.
Enche cisterna e mananciais.
Quanto encanto!
Encantada estou!
Com a vida no Semiárido,
E a chuva de nosso Senhor!
Um tapete verde virou o sertão,
As árvores são revestidas.
E os cactos se fortalecem:
O mandacaru e xique-xique
A cabeça de frade e o quipá,
A macambira e o rabo de raposa,
Não fica atrás o caroá.
Os pássaros comemoram,
E cantam com tanta maestria,
o tiziu, o joão de barro,
O casaco de couro e a rolinha,
Tão pequenos mas encantam,
o coleirinho e o azulão,
o bem-te-vi e a caldo de feijão.
Diversidade é o que não falta!
Falta palavra para ilustrar,
Os bens que tem nessa terra
E que se plantando tudo dá.
No sertão pulsa a vida
Lugar bom para morar.
VIVA A CAATINGA! VIVA O SEMIÁRIDO!
Composição de Elessandra Araújo
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Encontro de Avaliação do P1+2
As agricultoras e os agricultores que conquistaram a cisterna e o fomento, para fortalecer a produção no quintal, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) mostraram no Encontro Territorial que com a conquista do Programa conseguiram, cultivar hortaliças para consumo da família e vender o excedente. Também, aumentaram a criação com a implementação de aviário, pocilga e o aprisco. Participaram do Encontro 50 agricultores (as) e representantes da comissão municipal dos municípios de Santana do Ipanema-AL e Ouro Branco-AL.
Além da mudança que fortaleceu o agroecossistema, eles disseram que as formações contribuíram para superar a timidez, pois para alguns, a dificuldade para se comunicar era maior e atualmente conseguem vender em feiras e na comunidade os produtos que cultivam.
No Encontro os participantes trocaram informações sobre o avanço e as consequências do agrotóxico, a produção agroecológica, a causa da pobreza e da fome, previdência social, a importância de políticas para fortalecer a economia local e a convivência no Semiárido.
Nessa troca de experiência para informação e avaliação do P1+2 a agricultora Quitéria Santos da comunidade Camoxinga em Santana do Ipanema-AL destacou: “Antes da cisterna quebrei muito balde e pote que carregava na cabeça, quando ia buscar água distante de casa; Era um sofrimento. Depois que consegui a cisterna cultivo quiabo, cebola, coentro, couve, pimentão. E ainda crio os pequenos animais. O tempo que eu ia buscar água é o tempo que estou cuidando da minha horta. A vida da minha família mudou muito depois do Programa”.
A agricultora Evaneide Melo dos santos da Barra do Tigre em Santana do Ipanema-AL ressaltou: “No lugar onde moro é uma serra e a gente sofria para conseguir água. Até para comprar era difícil encontrar quem queria subir a serra para leva à água. Depois da cisterna não quero mais sair do lugar onde vivo. Porque tenho água, crio meus animais e planto as hortaliças. O que planto já não compro, e consumo alimentos saudáveis”.
Nesse diálogo, a agricultora Maria Zélia da comunidade Serrote dos Bois em Santana do Ipanema-AL disse: “Depois da cisterna enxurrada comecei a cultivar as hortaliças para o consumo e ainda vendo na comunidade. Conquistei a pocilga e comecei a criar os porcos. Minha vida mudou muito”.
Para agricultora Gilene Cassiano Santos da comunidade Serrote dos Bois, em Santana do Ipanema-AL, com a cisterna foi possível plantar e estocar a água. “Antes eu via o repolho na feira e não podia comprar. Agora ao redor da cisterna cultivo couve, repolho, coentro, cebolinha, pimentão. Eu posso comer verduras que antes eu não podia comprar”.
Gilene Cassiano continuou “a cisterna de primeira água e segunda água transformou minha vida. Lembro que quando meus filhos eram crianças eles choravam com fome e sede e eu só tinha um baldinho com água. Então decidi dá a água para eles beber e ficamos com fome. Porque a água que tinha não dava para beber e cozinhar. O sofrimento para conseguir água só passou depois das cisternas”.
As ações do P1+2 foram realizadas em Ouro Branco e Santana do Ipanema para 201 família em 2018. Mas em 2019 apenas as 70 famílias de fomento continuaram com a assistência do Programa. Através do P1+2 foram construídas 191 cisternas, 10 barreiros trincheiras, intercâmbios, Encontros de avaliação e capacitações.
O Encontro de Avaliação do P1+2, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) foi realizado na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) nos dias 19 e 20 de fevereiro.
Ascom Cdecma
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
Sociedade realiza conferência de SAN no Semiárido alagoano
Agricultores (as), representantes da sociedade civil, da Articulação Semiárido Alagoano (ASA) e Consea, professores (as), técnicos, estudantes e outros convidados participarão da Conferencia Popular de Segurança Alimentar e Nutricional dos territórios do Médio Sertão e da Bacia Leiteira, que ocorrerá nessa quarta-feira (19), na Uneal em Santana do Ipanema. Na Conferência, os participantes encaminharão as propostas para superação da fome, desigualdade social e produção de alimentos saudáveis.
Ascom Cdecma
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
União dos territórios para realização da SAN no Semiárido Alagoano
Os participantes da comissão organizadora da Conferência Popular de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) se reúnem para planejar e discutir estratégias de apoio à realização da Conferência, que ocorrerá no dia 19 de fevereiro de 2020, no auditório da Uneal em Santana do Ipanema-AL. Segundo a comissão, a SAN tem o objetivo de ampliar e fortalecer a caminhada de luta nos territórios do médio Sertão e Bacia Leiteira pelo direito a segurança alimentar, nutricional e hídrica.
Na Conferência serão discutidas as temáticas sobre a liberação e o crescimento do uso do agrotóxico e da transgenia, e os impactos socioambientais em Alagoas; Economia local; causas e consequências da pobreza e extrema pobreza no Semiárido alagoano: Insegurança alimentar e o direito humano a alimentação saudável; ASA e os programas de acesso a água: produção de alimentos saudáveis e as políticas PAA, PNAE e Sementes Crioulas no Estado.
As temáticas serão apresentadas por professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Instituto Federal de Alagoas – Campus Santana do Ipanema, da Articulação Semiárido Alagoano (ASA Alagoas), Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Da conferência serão indicadas as propostas para superação da fome e insegurança alimentar no campo e na cidade, e quatro delegados por município para participar da Conferência Estadual. Na SAN Estadual serão indicados os delegados que participarão da SAN nacional.
Além, dos territórios do médio Sertão e Bacia Leiteira, o território do Alto Sertão e Maceió já realizaram suas conferências de SAN. Próxima conferência está prevista para acontecer no território do Agreste.
Ascom Cdecma
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
Famílias de agricultores participam do intercâmbio do P1+2 no Semiárido alagoano
Na comunidade Camuxinga em Santana do Ipanema, a famílias dos agricultores Cícero Bezerra de Lima, Rosenilda Silva Lima e Maria dos Prazeres dos Santos Silva, que conquistaram a cisterna do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e o caráter produtivo fomento, conseguem cultivar a horta, mesmo no período de estiagem, e mantém a criação de aves e cabra.
Para conhecer a experiência exitosa dessas famílias, outros agricultores e agricultoras que também conquistaram as ações do P1+2 em Inhapi-Al, estiveram presentes em Camuxinga para trocar experiência, no dia 29 de fevereiro.
“Antes de conquistar a cisterna eu ia buscar água com galão pendurado nas costas, preso a um pau. Era muito sofrido. E no período de seca a gente tinha até vontade de ir embora do campo. E aí quando a gente conseguiu a cisterna de primeira água a coisa melhorou. Depois que veio a cisterna de enxurrada acabou o sofrimento. Antes dessa cisterna eu não tinha nada plantado. Agora planto para o consumo e ainda vendo na comunidade. Essa cisterna é uma benção de Deus”, disse o agricultor Cícero Bezerra.
A agricultora Maria dos Prazeres destacou: “ Antes a gente não tinha água para plantar e as vezes nem o dinheiro para comprar as verduras. Agora tenho as verduras no quintal. Enquanto tiver água na cisterna vou continuar plantando”.
Já a agricultora Rosenilda avaliou: “Antes da cisterna a gente comprava verduras toda semana. Agora a gente não precisa mais comprar e ainda vende o que cultiva”.
O intercâmbio é uma ação do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é executado pelo Cdecma nos municípios de Ouro Branco-AL e Santana do Ipanema-AL, e a entidade Caritas Diocesana de Palmeira dos índios nos municípios de Inhapi-AL e Mata Grande-AL.
Através do Programa o Cdecma implementou 201 tecnologias sociais, sendo cisterna calçadão, cisterna enxurrada e barreiro trincheira em Ouro Branco e Santana do Ipanema. Do total das tecnologias 70 foram implementadas para as famílias que viviam em situação de extrema pobreza.
Ascom Cdecma
domingo, 29 de dezembro de 2019
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Escolas comemoram a conquista da cisterna em Dois Riachos-AL
Após seis meses no processo de formação para conservação dos recursos naturais, educação contextualizada para convivência no Semiárido através do Projeto Cisterna nas Escolas. A comunidade escolar das escolas Ormindo da Graça, Nossa Senhora da Conceição e Estadual Cônego José Bulhões em Dois Riachos-Al, comemorou a inauguração da construção da cisterna de 52 mil litros e do bioágua, que mudará a realidade de acesso à água na escola para beber e plantio da horta.
No mês de novembro a cidade de Dois Riachos enfrentou a escassez de água, e escolas que não tinham grandes reservatórios de armazenamento tiveram que suspender as aulas. Com a conquista das cisternas professoras avaliam que as aulas não serão mais suspensas, devido à falta de água.
As escolas Ormindo da Graça e Cônego José Bulhões conquistaram a cisterna e o bioágua escolar; e a escola Nossa Senhora da Conceição conquistou a cisterna.
Para comemorar, professoras e estudantes organizaram apresentações de música sobre a água, consumo de alimentos saudáveis, dança, e depoimentos sobre a importância do Projeto Cisterna nas Escolas.
A celebração contou também com pais de estudantes, representante da Fundação Avina, Marvson; o prefeito de Dois Riachos, Ramon Camilo, da Secretaria de Educação do município e do Cdecma.
O prefeito ressaltou a importância do projeto para as escolas. Nessa conjuntura o representante da Avina e do Cdecma falou sobre a importância de manter a educação do campo, das políticas públicas.
As escolas conquistaram o Projeto Cisterna através da parceria entre a Fundação Avina e a entidade Cdecma, o município de Dois Riachos, com o financiamento da água AMA. A água AMA é um produto da Ambev, e 100% do lucro da venda da água é destinado para projetos sociais de acesso a água potável no Semiárido Brasileiro.
Ascom Cdecma
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