
sábado, 24 de dezembro de 2016
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Ribeirinhos protestam contra o projeto de usina nuclear



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Rio que agoniza




quarta-feira, 30 de novembro de 2016
A comunicação como direito



sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Justiça determina desocupação do IFAL

Feira reúne saberes e sabores do Semiárido, durante o IX EnconASA
Por Nelzilane Oliveira - comunicadora popular da ACB
Abertura da feira de saberes e sabores do IX EnconASA conta com diversas apresentações culturais | Foto: Mailson Pedro
“A feira expressa a nossa cara, expressa nossa maneira de inventar e reinventar. De dizer que somos capazes, por toda dificuldade que passamos e vivemos”. Foi assim que a agricultora membro da Rede Xique-Xique, Francisca Eliane, conhecida por Neneide, definiu os espaços das feiras agroecológicas e livres que permeiam a cultura dos povos do semiárido brasileiro, no evento de abertura da feira de saberes e sabores do IX EnconASA. Ao final de sua fala, neneide convidou os presentes a conhecerem a feira. “Visitem as barracas, vejam a diversidade que temos tanto da economia solidária como da agroecologia. Como Rede Xique Xique da agricultura familiar, como de nós mulheres”.
Ainda na abertura da feira, a delegação do Ceará apresentou uma ciranda. Segurados na barra de uma saia gigante, tecida como as colchas de retalhos, as pessoas dançaram e rodaram expressando a alegria que as feiras possuem. O espaço conta com barracas que expõem produtos como artesanato, doces, cachaças artesanais, queijos, mudas de plantas e etc. A feira conta inclusive com a exposição do fogão solar - modelo de energia renovável – trazido pela delegação de Minas Gerais.
Outro estande que inovou foi o de Natal no Rio Grande do Norte que trouxe práticas de permacultura. “Não conhecia o EnconASA, consequentemente procurei não criar muita expectativa em relação a feirinha. Tô achando muito massa, é muito bom ver essas experiências e tá inserido nesse meio. A importância [desse evento] eu acho que é justamente esse reconhecimento, e consequentemente este fortalecimento que acontece. A gente de Natal tá aqui do lado do pessoal de Mossoró e fazemos uma conexão a nível de estado, e ao mesmo tempo temos o contato com o pessoal de Minas Gerais e os outros estados”, afirma Juliano Petrovich que faz parte da delegação da capital potiguar.
A feira conta com artesanato dos dez estados do Semiárido | Foto: Nelzilane Oliveira
As delegações estão animadas e empolgadas com a feira. A satisfação em poder estar neste espaço de troca experiências tem sido observada tanto por quem está no evento, quanto por quem está expondo produtos. Assim nos relata Rita Maria de Oliveira, Tururu – CE. “É o primeiro ano que participo do EnconASA, acho muito importante as feiras acontecerem porquê a gente tá divulgando nossos produtos. A feira é uma maneira de sobrevivência, é uma economia a mais na vida da gente. Seria muito bom se acontecessem em cada encontro, seria o ideal mesmo, seriam um forma de fazer a economia solidária na prática”, diz a agricultora e feirante agroecológica, que trouxe doce-de-caju, bolos e caju-ameixa.
As trocas de saberes e sabores na feira do evento permitem que os participantes possam conhecer um pouco da cultura de cada estado do Semiárido. Este é também um espaço de comunicação, visto que os olhares e aprendizados de quem participa serão levados e contado em suas comunidades, quando eles e elas voltarem aos seus territórios. Em torno deste cenário, “a feira do EnconASA e a feira como um todo é sempre um momento muito rico de troca de experiências de saberes de um dos conhecimentos populares muitas vezes inacessíveis porque são saberes comunitários. Por sermos de vários estados a gente tem acesso aquelas comunidades mais distantes então você


terça-feira, 22 de novembro de 2016




segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Resistir para transformar o Semiárido!
Visibilizar a convivência com o Semiárido, o armazenamento de sementes crioulas e a agroecologia como o modelo de produção a ser implementado em toda a região semiárida. É com este desafio, que a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) realiza a IX edição do EnconASA (Encontro Nacional da ASA), na cidade de Mossoró (RN), no território Vale do Açu no oeste Potiguar. O evento abordará o tema “Povos e Territórios: Resistindo e Transformando o Semiárido” e reunirá mais de 400 pessoas vindas de todos os estados do nordeste e do Norte e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Contudo, neste primeiro encontro pós a Articulação completar mais de 15 anos de história e de luta, os desafios têm maiores dimensões, afinal o Brasil enfrenta uma grave crise social, política e econômica que já começa a afetar os programas e políticas de convivência com o Semiárido. “O EnconASA vai acontecer em meio a essa grande crise política. Com isso, está em jogo também a continuidade das nossas ações; está em jogo as políticas públicas de convivência, as cisternas para beber, produzir e educar, o crédito, PAA [Programa de Aquisição de Alimentos], PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] que ajudam o homem e a mulher do Semiárido a viver com dignidade”, salienta o coordenador-executivo da ASA pelo estado do Rio Grande Norte, Yure Paiva.
Ele destaca ainda, que a situação deve se agravar, sobretudo ao analisar os novos prefeitos e vereadores eleitos que vão gerenciar os municípios brasileiros pelos próximos quatro anos. “Os resultados das eleições municipais ajudou no fortalecimento da direita conservadora, homofóbica, perseguidora que quer tirar do povo brasileiro os direitos conquistados à custa de muito suor, sangue e de vidas. E essas PECs (Projetos de Emenda à Constituição) são de fato uma afronta a tudo isso que conquistamos até hoje”, reitera Paiva.
O cenário de perdas de direitos preocupa a sociedade civil organizada e as populações do Semiárido que agora testemunham as ameaças causadas pela chamada “PEC do fim do mundo” que agora tramita no Senado Federal e congela os investimentos em saúde, educação e previdência pelos próximos 20 anos. Soma-se a isto, o fim do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a redução de investimentos em programas como o Bolsa Família e em tecnologias de convivência com o Semiárido, em um momento em que a região enfrenta seu quinto ano consecutivo de seca.
Neste sentido, o EnconASA vai visibilizar e refletir a conjuntura atual à luz de experiências de convivência com o Semiárido que perpassam por áreas como terra, água, segurança e soberania alimentar e nutricional, economia solidária, educação contextualizada, direitos das mulheres, biodiversidade, comunicação como direito, dentre outras. Além disso, estão previstos, durante o evento, espaços para a socialização de experiências representativas do território Vale do Açu que engloba o município que sediará o evento.
Em territórios como este, localizado no oeste potiguar, são perceptíveis as ações conflituosas dos dois modelos antagônicos: o da Convivência e o da Exploração (exemplificado pelo hidro e agronegócio). É a partir desses confrontos e da resistência dos povos do Semiárido, que a ASA reafirma ao Estado e à sociedade a defesa da convivência com o Semiárido como o modelo de desenvolvimento para a região.
“O IX EnconASA visa fortalecer as ações de convivência com o Semiárido partindo das trajetórias e lutas dos diversos territórios de resistência da região. Além disso, entendemos que é importante fazer o debate acerca dos modelos de desenvolvimento em disputa: o modelo da agricultura familiar e da convivência que está sendo confrontado com o modelo do agronegócio”, pontua Yure.
Valorização do papel das Mulheres
Outro tema desafiador para a Articulação, em seu trabalho pela promoção da convivência, está relacionado à valorização e visibilidade do papel das mulheres no campo. “Podemos dizer que avançamos em alguns aspectos, mas ainda é muito forte a questão cultural, que delimita o papel da mulher na família, na comunidade e na sociedade. Esse desafio não está posto apenas para as famílias camponesas, ele se encontra também no seio das nossas organizações e da nossa rede. Desse modo, a cultura machista e todas as suas dimensões é um grande desafio não só para ASA, mas para todos os movimentos”, provoca a Coordenadora-executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais, Valquíria Lima.
No Semiárido, são as mulheres camponesas que dão conta da maior parte das atividades domésticas e produtivas dos quintais. A elas cabe, na maioria das vezes, a responsabilidade para cuidar dos filhos, da casa, alimentar as aves, regar os pomares e hortas e beneficiar os produtos. Mesmo com essa sobrecarga de trabalho, muitas são vistas apenas como “a pessoa que ajuda” e na hora de decidir sobre como será usada a renda familiar é o homem quem decide onde será gasto o dinheiro da família.
Portanto, Valquíria reforça que “o EnconASA precisa dar visibilidade a essas desigualdades, fortalecer os avanços e apontar os desafios. Sair como uma das prioridades da ASA para seus próximos anos: a Justiça de Gênero na convivência com o Semiárido”. Sobre o combate ao machismo e à promoção da divisão justa do trabalho, a coordenadora destaca que é preciso “reconhecer e valorizar o papel de mulher nas ações de convivência com o Semiárido, dando visibilidade às suas experiências de vida, investindo e estimulando a formação de grupos de mulheres que possam debater temas específicos como empoderamento, autoestima, violência, participação política e as relações de gênero”.
Programação do EnconASA
Várias atividades integram o Encontro Nacional da ASA: oficinas temáticas, grupos de discussões, plenárias, assembleias, feira de saberes e sabores, visitas às experiências temáticas, momentos culturais, atividades de comunicação, místicas/celebrações e ato público. O evento congrega um processo participativo que valoriza os saberes e o protagonismo dos/as agricultores/as do Semiárido Brasileiro.
Saiba mais sobre o EnconASA.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Direitos constitucional são ameaçados no Brasil





sexta-feira, 11 de novembro de 2016
11 de novembro: Dia Nacional de Greve, por nenhum direito a menos

segunda-feira, 31 de outubro de 2016
15º EneASA - ASA Alagoas
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
EneASA acontece no Semiárido alagoano
sábado, 22 de outubro de 2016
Reunião da ASA do Médio Sertão
terça-feira, 18 de outubro de 2016
15º ENEASA - ASA ALAGOAS Encontro Estadual da Articulação Semiárido Alagoano
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Seminário sobre educação no campo
Estão abertas as inscrições para o Seminário Interterritorial de Educação do Campo no Semiárido, que vai acontecer entre os dias 17 e 19 de novembro, no Instituto Federal da Bahia em Juazeiro. O seminário foi proposto pela Articulação Interterritorial para fortalecimento da Educação do Campo no Semiárido, coletivo que representa organizações sociais não governamentais e instituições públicas de Ensino.
Com o tema principal “Terra, trabalho e educação”, o seminário vai discutir questões como o fortalecimento da identidade dos povos do campo e das lutas sociais em torno do acesso e permanência a terra, o trabalho como princípio educativo e para a emancipação humana e uma educação para a Convivência com o Semiárido brasileiro.
Segundo Felipe Sena, colaborador do Irpaa, que é uma das entidades organizadoras do evento, o seminário surgiu da necessidade da mobilização dos territórios em defesa da educação pública e de qualidade, em especial com a educação do campo e uma educação contextualizada. “Acreditamos em uma escola que siga princípios de autonomia e liberdade, com um currículo contextualizado com a realidade da criança. Um currículo que respeite as especificidades do Semiárido”, reforça.
Entre os objetivos do evento estão o de mobilizar gestores públicos, organizações sociais, instituições de ensino e pesquisa; socializar e dar visibilidade às produções acadêmicas sobre educação do campo e analisar a conjuntura política, econômica, cultural e midiática e seus desdobramentos nos direitos de trabalhadores e trabalhadoras campo.
A programação conta com mesas de prosa, rodas de conversa, tendas artísticas com música, poesia, teatro, dança, cordel, etc; feira cultural, atividades voltadas para as crianças e apresentação de pôster. Os/As interessados/as em submeter trabalhos acadêmicos, podem escolher entre as duas modalidades, comunicação científica oral ou pôster.
As vagas são limitadas e os interessados em participar, podem se inscrever através do site www.siecs.com.br, até completarem as vagas. Os valores da inscrição variam entre R$ 30,00 para estudantes de graduação, R$ 50,00 para estudantes de pós-graduação e R$ 80,00 para professores, pesquisadores e outros profissionais, e é isento para militantes de movimento social e sindical, jovens e mulheres do campo.
O I Seminário Interterritorial de Educação do Campo no Semiárido é organizado pelas instituições: Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco-Bahia; Fórum Territorial de Educação do Piemonte Norte do Itapicuru; IF Sertão – PE do Campus Petrolina Zona Rural; Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf; Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Núcleo de Pesquisa e Extensão em Desenvolvimento Territorial (Nedet); Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa); Secretaria Municipal de Educação de Coité; e do Grupo de Agroecologia Umbuzeiro (Gau).
Fonte Gisele Ramos
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Alimento de qualidade na mesa da família
domingo, 11 de setembro de 2016
Ações da ASA promovem o desenvolvimento da família
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
ASA e Embrapa realizam o II módulo da oficina de comunicação
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
CONVITE

segunda-feira, 29 de agosto de 2016
P1+2 é modelo para o conteúdo pedagógico na escola
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Pesquisa é apresentada por estudantes do IFAL
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Vencendo desafios com produção de alimentos no Semiárido
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Anvisa proíbe venda de extrato e molho de tomate com pelo de roedor de 5 marcas
Produtos da Amorita, Predilecta, Aro, Elefante e Pomarola serão retirados do mercado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e a distribuição de quatro lotes de extrato de tomate das marcas Amorita, Predilecta, Aro e Elefante, além de um lote de molho de tomate tradicional da marca Pomarola. A punição às cinco marcas se deu com base em laudos que detectaram matéria estranha indicativa de risco à saúde humana - pelo de roedor - acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente. As empresas terão de recolher os estoques dos produtos existentes no mercado.
As decisões da Anvisa estão publicadas em resoluções no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira. A primeira refere-se ao lote L 076 M2P e validade de 01/04/2017 do extrato de tomate Amorita, fabricado por Stella D'Oro. A segunda, ao extrato de tomate Predilecta lote 213 23IE e validade 03/2017. A terceira trata do molho de tomate tradicional Pomarola lote 030903 e validade 31/08/2017 e também do extrato de tomate Elefante lote 032502 e validade 18/08/2017.
Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/
Piauí realiza o seu II Festival das Sementes da Fartura

Violência contra a Mulher ainda é uma realidade no Sertão do Pajeú


terça-feira, 26 de julho de 2016
Mulheres na Caatinga mudam a forma de plantar no Sertão

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