terça-feira, 1 de agosto de 2017
Seminário da resistência
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Sentir
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Estocar a água para convivência no Semiárido
domingo, 9 de julho de 2017
Execução das atividades na roça comunitária
No dia 21 de junho de 2017, publicamos nesse Blogger a inciativa de vinte famílias em cultivar a roça comunitária, no Sítio Açude em Maravilha-Al. A realização da roça exigiu planejamento e divisão das tarefas.
Na roça foram plantadas sementes crioulas de milho e feijão. As sementes germinaram e o grupo responsável em capinar está desenvolvendo o trabalho. Agora o próximo passo é a colheita, onde todas as famílias farão a atividade em conjunto.
A iniciativa das famílias fortalecerá o banco comunitário de sementes. Assim, podemos dizer que a união faz a força e os resultados são maiores.
Elessandra Araújo
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Ser ou não Ser?
Ver, ouvir e calar!
Por que será?
Já não posso me indignar, porque a represália vai rolar?
Vale a pena deixar tudo como está?
De braços cruzados devo continuar?
É mais cômodo, e assim ninguém vai me importunar!
Estou comendo, bebendo e vivendo como um robô.
A dor do outro é do outro e não me incomoda não Senhor.
O que preciso é de trabalho e muita distração,
O que se passa a meu redor não comove meu coração.
Vivo na correria do trabalho. É difícil até de parar.
Quando as horas passam,
O meu corpo só quer descansar.
Depois de um bom descanso, quero é farrear, porque um dia minha hora vai chegar.
É assim que muitos vivem: sem olhar e refletir.
Acham que o problema é do outro e que não tem como intervir.
Mas agora vou perguntar: vale a pena viver assim?
No mundo da indiferença,
Deixando tudo chegar ao fim?
Viver como um robô e ser programado para ignorar.
O que está ao meu redor é assim e deve estar?
Desse jeito onde a humanidade vai chegar?
Ser um robô ou ser um ser,
que pensa e se compromete com o viver?
Prefiro ser um ser!
E como um ser poder sentir, indignar-se e agir!
Descruzar os braços e cuidar.
Unir forças e trabalhar.
Agora, veja ao seu redor a destruição dos recursos naturais,
O aumento da pobreza, da miséria, da violência e muito mais.
Não se perca nesse meio.
Algo você pode fazer!
Você é um ser importante, e
tem algo para oferecer.
Veja o que a indiferença pode causar.
O que você ignora hoje,
na sua vida poderá respingar.
Elessandra Araújo
quinta-feira, 29 de junho de 2017
A chuva no Semiárido alagoano
O Semiárido que é apresentado por alguns meios de comunicação e livros didáticos como o lugar de terra seca, improdutiva, paisagem espinhosa, sem vida, e lugar difícil de viver, nos revela nesse período chuvoso uma paisagem verde, vento frio e aconchegante, e água para quem tem reservatórios de captação de água de chuva poder armazenar e produzir.
Na comunidade Bananeira em São José da Tapera-AL, o agricultor Edésio Alves Melo, popular Dedé disse: “Na comunidade choveu bastante e tenho orgulho de dizer que cada agricultor fez uma roça. Agora não podemos reclamar, porque o inverno está bom graças a Deus”.
Na propriedade do agricultor Edésio Alves, existe uma área de reserva de plantas nativas e o local de produção, com água para beber e produzir, solo fértil, produção agrícola e animal.
Junto com filhos e parentes o agricultor fez seis roças, onde foram plantados três sacos de feijão (180 kg), cinco sacos de milho (250 kg), o cultivo de palma e a horta. “O que a gente colher será dividido para todos. É dessa forma que a gente vive trabalhando com a terra e dividindo o pão. Por isso, gosto de ser agricultor, produzir alimento sem agrotóxico e conservar os recursos naturais, mas o agricultor não é valorizado e o que mais mim entristece é a falta de apoio para comercialização, à falta de assistência técnica e a falta de incentivo agrícola que respeite a agricultura familiar”, disse o agricultor. Agricultor referência em produção agroecológica, Edésio Alves, conquistou com o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), uma barragem subterrânea que tem oito metros de profundidade e oitenta metros de cumprimento. De acordo com Edésio a área da barragem chega a uma extensão de oitocentos metros e tem capacidade de acumular cerca de 75 milhões de litros de água, considerada a maior barragem subterrânea do Semiárido Brasileiro.
Com a chuva que vem ocorrendo na região à barragem começou a verter. Isso significa que toda quantidade de água vai passar acima do sangrador sem contenção e segue para uma segunda barragem que ele fez com recurso próprio.
Faz cerca de seis anos que o agricultor não vê a barragem cheia, mesmo assim, a família mantém na propriedade em média de noventa e duas espécies de frutíferas, plantas nativas, ervas medicinais, hortaliças, porque a barragem garante a produção no verão. A produção da família do agricultor atrai a atenção de agricultoras e agricultores, estudantes, pesquisadores, representantes de movimentos sociais, entidades não governamentais entre outros, que visitam a propriedade para ver as riquezas, belezas e os ensinamentos do agricultor que produz com respeito à agrobiodiversidade.
Chuva e produção
Embora as chuvas não ocorram com a mesma intensidade no Semiárido alagoano, se houvesse política para o fortalecimento da agricultura familiar, e conservação dos recursos naturais, a chuva que chega permitiria que mais agricultores e agricultoras conquistassem autonomia e garantisse a segurança alimentar e nutricional. Porque o Semiárido é um lugar de muitas riquezas, mas também, de grande fragilidade em políticas publicas para convivência na região.
Elessandra Araújo
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Roça comunitária traz esperança para famílias de agricultores
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