terça-feira, 6 de junho de 2017

Encontro da Rede no Semiárido Alagoano

Em um ambiente harmonioso construído com sentimentos de solidariedade, respeito e compromisso, os participantes da Rede Alagoana de Agroecologia construíram propostas e avaliaram os caminhos da agroecologia no Estado, na IV reunião ocorrida nos dias 02 e 03 de junho no Instituto Federal de Alagoas (IFAL) em Santana do Ipanema-AL. Segundo um dos integrantes da rede, Leandro Benatto “A rede vem se desenvolvendo no Estado com o objetivo de fortalecer as diferentes regiões e territórios agroecológicos”.
A rede de agroecologia foi criada em dezembro de 2016 após a primeira caravana intitulada: Mulheres camponesas e a construção da agroecologia na Mata Alagoana, ocorrida no período de 10 a 12 de novembro de 2016.
“A caravana é uma forma de evidenciar as conquistas e os desafios da construção agroecológica no território para o fortalecimento da rede alagoana de agroecologia”, disse o articulador da rede, Benatto.
A próxima caravana será realizada no sertão de Alagoas ainda em 2017. Para planejar esse evento foi formado um grupo de trabalho, que apresentará as propostas na próxima reunião da Rede no dia 04 de julho, na Associação dos Agricultores Alternativos (AAGRA) em Igaci-AL.
Na reunião outros assuntos previstos na pauta foram discutidos como: a situação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) em Alagoas, encontro de sementes crioulas, ERA, encontro de agroecologia em Juazeiro, Pedagroeco, desenvolvimento dos grupos de trabalho de agrobiodiversidade, gestão de conhecimento, lutas e resistência da terra e comunicação, a carta política da rede e a realização de feiras agroecológica.
Para os temas avaliados na reunião o grupo fez encaminhamentos que visam superar os desafios para a vivência da agroecologia em Alagoas, em um cenário de expansão do agronegócio, que não visa o desenvolvimento socioambiental.
Experiência agroecológica
No segundo dia de reunião, integrantes da rede visitaram a propriedade do agricultor Sebastião Damasceno na comunidade Lages do Barbosa em Santana do Ipanema-AL.
O agricultor mostra a importância de cuidar da terra, conservar a biodiversidade, produzir alimentos saudáveis sem uso de agrotóxico e as práticas de queimadas.
Feliz com a visita Sebastião Damasceno agradeceu a presença dos participantes da rede de agroecologia e o apoio da ASA (Articulação Semiárido), que luta por ações de convivência no Semiárido. “Tenho uma barragem subterrânea que conquistei com o Programa P1+2 da ASA. Minha barragem está cheia graças a Deus. Agora tenho água para beber e produzir. E produzo com respeito à Mãe Terra, porque a Terra dá tudo o que precisamos para viver, principalmente nesse período que a chuva cai no sertão e a Terra está grávida”, disse o agricultor.
A troca de experiência com a agricultura familiar fortalece a rede no caminho da agroecologia, que reconhece a Terra como um organismo vivo, com recursos limitados, e que tudo está integrado, por isso, defende a agrobiodiversidade.
Elessandra Araújo

segunda-feira, 29 de maio de 2017

ASA trabalha para superar os desafios

Em dias de chuva e no ambiente decorado com objetos que representam a cultura popular do Semiárido alagoano, associado a momentos com dinâmica de grupo e mística, os participantes da reunião ampliada da ASA constroem estratégias para superar os desafios e retrocessos que vive a agricultura familiar.
Na reunião ampliada da Articulação Semiárido Alagoano (ASA) ocorrida nos dias 25 e 26 de maio na Associação de Agricultores Alternativos (AAGRA) em Igaci-AL, agricultoras e agricultores, técnicos, representante da rede alagoana de agroecologia e da rede de educação contextualizada para o Agreste e Semiárido (Recasa), membros da coordenação da ASA avaliaram como as decisões politicas nas três esferas de governo federal, estadual e municipal interferem na agricultura familiar e convivência com o Semiárido.
Nesse resgate foi analisada a perda de direitos da agricultura familiar com a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS). Os temas relacionados à assistência técnica e extensão rural (ATER), agroecologia, reforma agrária, convivência com o Semiárido não tem relevância no âmbito nacional. E no âmbito estadual o cenário não é diferente com a política excludente e que interfere no processo de formação e mobilização para convivência no Semiárido.
Também, no processo de discussão e construção de conhecimento outras ações foram desenvolvidas como o teste de transgênico com sementes de milho e trabalhos em grupos sobre as seguintes temáticas: Sementes, educação contextualizada e juventude, mulheres e comunicação. Nos trabalhos em grupo foram descritos os avanços, os retrocessos, os desafios e os encaminhamentos referentes a cada temática. Já em relação ao teste de transgênico das doze variedades de milhos analisadas, duas amostras foram positivas.
“O teste tem o objetivo de analisar as sementes de milho cultivadas pelos agricultores e agricultoras familiares das comunidades ou microrregião onde existem bancos comunitários de sementes crioulas. A ideia é avaliar ocorrências de contaminação dessas variedades crioulas por variedades geneticamente modificadas, seja através de roçado dos vizinhos, por meio das sementes comercializadas pela Conab para ração ou até mesmo por inserção de sementes transgênicas via casas comerciais”, ressaltou o coordenado do Programa em Alagoas, Mardônio Alves da Graça da Cooperativa dos Bancos Comunitários de Sementes (Coppabacs).
Os resultados obtidos na reunião ampliada contribuirão para o fortalecimento da rede ASA. Elessandra Araújo

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Reunião da ASA da Microrregião

Líderes comunitários dos municípios de Ouro Branco, Maravilha, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, Dois Riachos e técnicos que integram a ASA da Microrregião do Médio Sertão de Alagoas se reuniram no dia (17) de maio, no auditório da Emater em Santana do Ipanema-AL para discutir a situação de convivência no Semiárido alagoano. Na pauta dessa reunião, que acontece mensalmente, eles fizeram a leitura da Carta Política do IX Encontro Nacional da Articulação Semiárido Brasileiro, que destaca os avanços obtidos para o fortalecimento da agricultura familiar nos últimos anos e as perdas de direitos a partir do golpe de Estado, fizeram uma reflexão sobre as dificuldades para viver nas comunidades, diante da ausência de políticas públicas.
“A cada dia fica mais difícil viver no campo, porque a gente não conta com política pública. Quem não tiver uma coisinha pra viver sofre muito. As barragens estão secas e a água que chega pra gente beber é salobra. Tá muito difícil para as famílias no campo”, desabafou o agricultor Heleno Gomes dos Santos, do Assentamento Boa Sorte em Dois Riachos-AL. As dificuldades para viver no Semiárido, sem o acesso as políticas de convivência foram expressas pelos participantes.
Outros pontos abordados na reunião foram o Seguro Safra, o Programa de Aquisição de Alimento (PAA), a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), Sementes, escassez de água e os encaminhamentos para participação do Encontro de Formação e da reunião ampliada da ASA Estadual (Articulação Semiárido), que ocorrerá nos dias 25 e 26 em Igaci-AL.
Elessandra Araújo

terça-feira, 9 de maio de 2017

Escassez de água e negligência com os recursos naturais

A seca faz parte do clima do Semiárido alagoano, e nada podemos fazer para evitar que ela ocorra, no entanto, podemos diminuir os impactos negativos que a seca proporciona na vida dos que moram na região, principalmente a agricultura familiar camponesa. Para isso é fundamental planejamento e políticas públicas com ações contínuas de responsabilidade, pois não são ações emergenciais que contribuem para qualidade de vida do ser humano, para erradicar a pobreza, a fome e conservar os recursos naturais, e sim medidas estruturantes, contínuas com a participação da sociedade, do poder público e privado.
Você pode observar como estão os corpos d água na região, uma vez que uma das situações constrangedoras que afeta o Semiárido alagoano é a escassez da água. Porém, os rios são degradados e usados como se fossem um recurso infinito e sem valor.
No Semiárido, com exceção do rio São Francisco, os rios são temporários e de grande importância no período chuvoso para abastecer a população ribeirinha, para produção de alimento. Porém, a destruição dos corpos d´água cresce e as leis que servem para proteger os recursos naturais não saem do papel, e os planos de bacia hidrográfica quando são elaborados não são colocados em prática, porque falta política pública.
Veja o rio Ipanema afluente do rio São Francisco, agoniza na cidade de Santana do Ipanema-AL, onde se tornou um depósito de esgotos, lixo, com bancos de areia, construção desordenada na margem do rio, crescimento de vegetação, algumas plantas aquáticas são indicativas do alto grau de poluição e contaminação. Nos trechos localizados nos bairros Santa Luzia, São José e no Centro da cidade o leito do Ipanema é aterrado, e esse valioso rio que já proporcionou muitas vidas com a pesca, a irrigação, o abastecimento humano e dessedentação animal, lazer, agora sofre com os diversos impactos negativos.
A fragilidades no saneamento básico da cidade de Santana do Ipanema, a falta de informação e educação ambiental contextualizada para sociedade, e falta de implementação do Plano de Bacia Hidrográfica refletem em ações de degradação do rio. Degradação que implica na contaminação da água do Ipanema, na saúde pública devido aos esgotos com forte cheiro onde crianças e adultos passam, e na vida do rio São Francisco, uma vez que esse rio é afluente do Velho Chico.
Até quando a natureza suportará tanta destruição? Até quando a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a Secretaria do Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), o poder público municipal e a sociedade vão continuar indiferentes ao depósito de esgoto e de lixo que foi transformado o rio Ipanema? Quando as ações para revitalização do rio serão postas em prática?
Para se conviver no Semiárido alagoano são necessárias às políticas públicas que respeitem os recursos naturais. Que respeitem a biodiversidade! Sem políticas de convivência continuaremos submissos às medidas emergenciais, que são paliativas, mas que não fortalece a vida e o desenvolvimento socioeconômico sustentável. É importante lembrar que a seca não podemos evitar, mas os rios nós podemos conservar.
Bacia do rio Ipanema
A nascente do rio Ipanema se situa no município de Pesqueira. Seu curso percorre parte dos estados de Pernambuco com aproximadamente 139 km até chegar a Alagoas. Em Alagoas passa em Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, cruza Olivença, Batalha e chega até a sua foz em Belo Monte, desaguando no Rio São Francisco.
Ao longo do percurso e durante décadas, o rio Ipanema sofre inúmeros impactos de degradação. Porém, na lei dos homens nada é feito, e quando é feito são medidas emergenciais, paliativas. Mas na lei da natureza as mudanças climáticas dão respostas, diante da destruição dos recursos naturais local, regional e do Planeta e quem mais sofre com essas respostas é a agricultura familiar camponesa.
Elessandra Araújo

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Carta da ASA para a Greve Geral no dia 28 de abril

Foto Agnaldo Rocha
GREVE GERAL!!! Dia 28/04/17 o Brasil vai parar!
Vivemos um dos piores retrocessos da história democrática do país, com a retirada de direitos sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro. As reformas da previdência, trabalhista, a terceirização e outras atentam contra a vida do povo mais pobre, fere os direitos constitucionais e empurra o Brasil para o declínio social, político e econômico. Corremos sério risco de voltarmos para o mapa da fome!
Os impactos dos retrocessos de direitos sociais, certamente, serão mais fortes na vida do povo do Semiárido. Aqui estamos passando pela maior seca dos últimos 100 anos, mas saímos de 1 milhão de mortos (principalmente de crianças e de idosos/as, nos anos 1980) para 1 milhão de tecnologias sociais de Convivência com o Semiárido, sem registro de morte de seres humanos provocada pela fome ou por sede. Rompemos com a lógica de combate à seca e com a famigerada indústria da seca. Não podemos permitir a volta das frentes de serviço, das filas intermináveis, principalmente de mulheres em busca de água, dos saques ao comércio e da migração forçada. Neste contexto, somente a mobilização social pode barrar esta onda de retrocessos e levar o país para a construção de outros caminhos de igualdade, de justiça e do BEM VIVER! Exigimos Diretas Já e uma nova Constituinte para reforma do Estado brasileiro.
A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) vem apoiar e juntar-se às vozes de todas as pessoas, organizações e movimentos populares que historicamente defendem e constroem a Democracia e os direitos sociais das populações, sobretudo aquelas camadas mais empobrecidas, cuja retiradas de direitos já é um fato. Com a aprovação da PEC 55 (PEC do Teto dos Gastos Públicos), que reduz investimento obrigatório do governo federal com a educação e a saúde, que era de 18% da receita líquida dos impostos que pagamos, agora cai para 13% nos próximos anos, e para 10% nos próximos 20 anos. Além de mais pobre, o Brasil está condenado a ficar menos escolarizado e mais doente. Esse é o resultado das reformas do Governo Temer, da elite conservadora, aliados ao grande capital internacional e à grande mídia.
Nesse contexto histórico e desafiador, A ASA chama e convoca todo o povo do SEMIÁRIDO e, em especial, todas as organizações da REDE ASA, Agricultores e Agricultoras, que vivem e atuam nesse Território, para apoiar e participar efetivamente da GREVE GERAL NO DIA 28/04/17 – O BRASIL VAI PARAR!
Está em jogo a Democracia. Está em jogo nosso futuro como cidadãos e cidadãs. Está em jogo o futuro das novas gerações. A vida está ameaçada! Precisamos ocupar praças e ruas, em cada canto do Brasil, desde a comunidade, passando pelas pequenas localidades e cidades até os grandes centros. Nossa tarefa é mostrar a força e a resistência do povo do Semiárido. O dia 28/04 será decisivo para a continuidade das lutas por direitos e pela Democracia brasileira.
Semiárido Brasileiro, 20 de abril de 2017 Articulação Semiárido Brasileiro

domingo, 16 de abril de 2017

Um grave problema avança no Semiárido alagoano

Leandro Rodrigo mostra expansão da desertificação
O Estudo sobre desertificação desenvolvido através de dados de precipitação e vegetação no Semiárido brasileiro mostra que no Semiárido alagoano da área total de 12.579,3km² existem extensas áreas em estágio de degradação ou desertificação, sendo 15,9% está em estágio moderado de desertificação, 10,27% em estágio forte de desertificação e 6,65% em estágio muito forte. Para identificar os níveis de degradação captado nas imagens de satélite a cor vermelha indica muito forte, o amarelo forte e o azul em estágio moderado. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2007 por pesquisadores do Laboratório de Análise de Processamento de Imagens de Satélite (LAPIS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O avanço da desertificação ocasionado por ações naturais e as que são derivadas da pressão exercida pelas atividades humanas no ecossistema, afeta a agricultura familiar. Segundo o coordenador da Pesquisa professor Humberto Barbosa, “Os impactos da desertificação, sobretudo na agricultura familiar é a migração (abandono das terras) por parte das famílias devido à infertilidade do solo”.
A pesquisa desenvolvida no LAPIS em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) tem o objetivo de verificar o potencial máximo de vegetação para identificar ou quantificar as áreas degradadas no Semiárido Brasileiro. “Estamos fazendo uma analise por Estado e constatamos uma situação crítica em Alagoas. Agora o que desejamos é identificar dentro dessas áreas onde está a produção da agricultura familiar”, disse Leandro Rodrigo Macedo da Silva, pesquisador do LAPIS.
Para o melhor desenvolvimento da pesquisa sobre desertificação os pesquisadores estão construindo um Sistema de Monitoramento e Alerta para Cobertura Vegetal da Caatinga (Sima Caatinga). Esse sistema visa disponibilizar informações referentes à condição da vegetação e da precipitação no Semiárido brasileiro. “Nos registros constatamos que a cobertura vegetal do Semiárido alagoano está na situação de muito seca, próximo do zero por cento de cobertura vegetal e com ausência de uma vegetação sadia ou seca (solo exposto), isso é um reflexo de déficit hídrico na região”, disse Leandro Rodrigo Macedo da Silva.
Causas da degradação no Semiárido alagoano
O Semiárido alagoano é constituído por 38 municípios com uma extensão territorial de 45,28%, e o processo de desertificação cresce na região. O fator clima contribui para o aumento da desertificação, porém a retirada da caatinga no Semiárido alagoano, o uso incorreto do solo com práticas de degradação, o excesso de pastoreio (gado, caprinos) o uso de agrotóxico, a retirada da mata ciliar e a poluição das águas, essas ações antrópicas, ocorridas ao longo dos anos, tem fortalecido o crescimento do da desertificação, ou seja, para a degradação da terra, de um solo fraco e improdutivo.
Apesar da desertificação ser um problema muito grave, não existe no Estado uma Política de Combate a Desertificação. O Plano Estadual de Combate a Desertificação (PAE) não é executado e o Estado não criou a Lei que institui a Política Estadual de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Assim, a desertificação fica no anonimato, porém ela vai ganhando espaço com o enfraquecimento do solo.
Combate a Desertificação
Não se combate a desertificação com ações pontuais, por exemplo, no próximo dia 17 de junho, dia mundial de combate à desertificação a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos realizará palestra em alguma cidade do Semiárido, mas precisamos de muito mais. Precisamos de um comprometimento dos políticos e da sociedade para conservação dos recursos naturais. Precisamos de ações contínuas com Programas de recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, educação ambiental contextualizada, tecnologias sociais de convivência com o Semiárido, implantação de sistemas agroflorestais, incentivo a agroecologia, conservação das sementes crioulas, entre outras medidas para mitigação do problema devastador. Precisamos que o tema desertificação seja pautado e executado como um dos primeiros itens na agenda dos governos, principalmente no estado de Alagoas. Elessandra Araújo

terça-feira, 11 de abril de 2017

Povo que resiste

No VII Encontro de Sementes da Resistência da Articulação do Semiárido Alagoano (ASA) ocorrido nos dias 5 e 6 de abril de 2017 na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), os trabalhos foram desenvolvidos em uma metodologia participativa onde foi realizado o teste de transgenia, roda de conversa e trabalhos em grupo. No diálogo entre as redes ASA e de Agroecologia de Alagoas, e a comunidade acadêmica foram discutidos as temáticas de tecnologia social, assistência técnica (Ater), saberes popular e acadêmico, sementes da resistência. Esse povo que resiste aos desmantelos de governos e lutam pela biodiversidade, na luta pela vida merece nosso aplauso e apoio. Parabéns a todas as mulheres e homens que participaram do Encontro de Sementes Crioulas. Elessandra Araújo