sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Resultado do II ENED

Representantes de instituições de ensino e pesquisa, da sociedade civil organizada, de órgãos governamentais, cooperativas, agricultores (as), técnicos e estudantes participaram do II Encontro Nacional de Enfrentamento da Seca e da Desertificação (II ENED), no Instituto Nacional do Semiárido (Insa) em Campina Grande, no período de 4 a 5 de setembro de 2013. No II ENED foram apresentadas boas práticas de convivência sustentável com o semiárido e enfrentamento da desertificação, desenvolvidas pela sociedade civil organizada e poder público. As boas práticas serão sistematizadas e apresentadas no período de 16 a 27 de setembro, em Windhoek, Namíbia, na 11ª Conferência das Partes da Convenção de Combate à Desertificação, das Nações Unidas (COP-11). Porém, a sociedade civil organizada de Alagoas (ASA) foi excluída de apresentar as boas práticas, porque não foi informada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas da oficina estadual. A representante da ASA/AL-CDECMA na CNCD falou do impacto negativo para o combate a desertificação no Estado, decorrente da falta de realização da oficina estadual de forma participativa, e destacou as práticas que vem sendo desenvolvidas no Semiárido alagoano através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e outras ações da ASA. O II ENED foi marcado também pela ação de representantes da sociedade civil organizada que apresentaram documento sobre retrospecto histórico no Brasil que destaca a falta de respeito do Estado com a conservação dos recursos naturais e enfrentamento da desertificação. O documento foi aprovado pelos participantes do II ENED para ser encaminhado aos membros da Comissão Nacional de Combate a Desertificação (CNCD). Elessandra Araújo

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Projeto para combate a desertificação e convivência com o Semiárido

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa) realiza parceria com a Articulação do Semiárido (ASA-Brasil) para contribuir com as políticas públicas de convivência com o Semiárido aplicando ciência, tecnologia, inovação em contexto. Através da parceria as entidades que integram a ASA realizam o mapeamento de estratégias para convivência com o Semiárido desenvolvida por cem famílias de agricultores e agricultoras familiares. Em Alagoas o Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (Cdecma) executa o mapeamento de dez famílias. “O período do projeto na fase inicial são três anos e nossa meta é transformar essas experiências oriundas da comunidade em políticas públicas, a partir de uma série de discussão e interligando inovação, ciência e tecnologia”, disse o pesquisador do Insa Aldrin Perez Marin. O pesquisador ressaltou “o projeto surgiu de uma articulação entre o Insa e a ASA, porque consideramos que essa organização representa o que poderia ser mais próximo de poder de política”. Os agricultores (as) identificados participarão de encontros no Insa e na área de atuação do projeto para que o conhecimento desenvolvido seja construído com os atores locais e de forma participativa. Elessandra Araújo – Núcleo técnico do Cdecma

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sociedade civil contribui para o combate a desertificação

A agricultora familiar Maria José Sandes Lima (conhecida como Mazé) mantém ao redor de casa o cultivo das hortaliças, ervas medicinais e espécies da catinga, na comunidade Baixa do Galo em Inhapi-AL. “ Quando vim morar aqui a área era tão degradada que não crescia nada, então fui recuperar o solo e hoje tudo que planto cresce”, disse a agricultora. Em um pedaço do paraíso ela planta diversidade de cactus em miniatura, faz muda de espécies da catinga para distribuir com os amigos e amigas, cultiva a horta comunitária do Grupo de Mulheres e faz sabonete artesanal a base de aroeira. O cuidado com o solo vai desde a cobertura morta, o uso do nim e urina da vaca para repelir as pragas e o reflorestamento da área “consumindo produtos naturais e o contato com a natureza eu sinto paz e mais saúde”, destacou. A agricultora faz parte do Grupo de Mulheres, que mantém a feira de produtos naturais em Inhapi-AL, integra a ASA municipal e já representou a ASA Alagoas em Lagoa Seca –PB na oficina de Quintais Produtivos para as mulheres, organizado pela ASACOM em junho de 2013. José Junior Comunicador Popular

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Resultado do edital de seleção de bolsista

O Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (Cdecma), divulga o resultado do processo de seleção DE BOLSISTA NA ÁREA DE MAPEAMENTO E ACOMPANHAMENTO DE ESTRATÉGIAS DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO (SAB). Segundo a Comissão de Seleção, obedecendo aos critérios de análise dos currículos a Agônoma Soraya de Carvalho Lemos deve comparecer a sede do CDECMA na Rua Sagrada Família, 81. Centro em Maravilha, dia 15 de julho as 8h30min, com documentação e comprovação curricular. O não comparecimento ao prazo estabelecido será convocado o segundo colocado. Os pré-candidatos que não foram classificados para o edital estão cadastrados no Banco de Consultores e Assessores da entidade, seus serviços especializados poderão ser contratados em outras atividades desenvolvidas pelo CDECMA.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

RETIFICAÇÃO DO EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTA NO PERFIL

SELEÇÃO DE BOLSISTA NA ÁREA DE MAPEAMENTO E ACOMPANHAMENTO DE ESTRATÉGIAS DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO (SAB). O CENTRO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DE MARAVILHA (CDECMA), doravante denominado ONG, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, CNPJ nº12.437.851/0001-85, qualificada como Organização da Sociedade Civil, localizada na Rua Sagrada Família, 81, Centro, Maravilha, CEP: 57520-000, neste ato representada na forma de seu estatuto pelo seu Presidente, senhor Antônio Luiz dos Santos, portador da RG:36.062.0504 SSP/SP, CPF:347.026.104-06, casado, residente e domiciliado em Maravilha, estado de Alagoas. A instituição atua em defesa e promoção dos direitos da população em situação de exclusão social; mobilização, organização e comercialização para o fortalecimento da agricultura familiar camponesa e artesanato em convivência com o semiárido alagoano e desenvolvimento socioambiental. Junto com Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) torna público o interesse em selecionar um bolsista para realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico com experiência na realização e coordenação de estudos socioeconômicos e ecológicos em unidades agrofamiliares, em transição agroecológica, mapeamento e acompanhamento de estratégias agrícolas e sócias no Semiárido Brasileiro (SAB), para atuar junto ao Projeto “Sistemas agrícolas familiares resilientes a eventos ambientais extremos no contexto do SAB: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas”. A pesquisa terá como abrangência os nove estados do SAB. Os interessados deverão atender ao seguinte perfil: PERFIL Aspectos acadêmicos A vaga destina-se a um (a) profissional de nível superior, podendo ser (recém formado) na área de Ciências agrárias ou áreas afins, com experiência nas temáticas de convivência com o semiárido, experimentação camponesa e fortalecimento de redes comunitárias. Dedicação à Pesquisa Ter identidade com a proposta filosófica da pesquisa; Ter experiência em gestão da informação e conhecimento; Ter experiência em gestão de banco de dados; Ter capacidade de sistematização de experiências; Ter vivência com pesquisa participativa e extensão; Aspectos de comunicação Facilidade de se comunicar; Ter habilidade para trabalhar em equipe, com organizações populares e comunidades rurais; Ter habilidade de articulação com os/as parceiras envolvidas no projeto; Disponibilidade e flexibilidade para viagem, inclusive nos finais de semana; ATRIBUIÇÕES Apoiar a implementação do projeto no âmbito regional e comunitário com vistas ao mapeamento e acompanhamento das estratégias agrícolas e sociais utilizadas pelos agricultores que lhes tenham possibilitado resistir e/ou recuperar-se dos impactos dos eventos ambientais extremos, a partir de métodos participativos e dos princípios da agroecologia, soberania e segurança alimentar; Assessorar no campo técnico-metodológico os/as agricultores/as familiares experimentadores e comunidades rurais, envolvendo jovens e mulheres, promovendo intercâmbios e atividades de capacitação; Contribuir na sistematização de experiências agroecológicas e de processos de assessoria técnica pedagógica, e na formulação de propostas em seus campos de atuação, produzindo materiais de divulgação (artigos, papers, vídeos, livros, cartilhas, programas de rádio, etc.); Representar politicamente a organização INSA-ASA em seu campo de atuação junto a outras organizações, movimentos sociais, redes, fóruns, articulações, etc., quando designado pela coordenação ou pelo coletivo da equipe técnica; Assessorar os movimentos sociais (organizações de agricultores e organizações de técnicos e outras ONGs) na formulação e negociação de projetos e políticas públicas; Elaborar projetos e relatórios técnicos; Participar das reuniões de planejamento e avaliação do INSA 4. PRAZOS: Três anos. 5. ENDEREÇO PARA ENVIO DOS CURRICULOS LATTES. Os interessados devem enviar email cdecma@yahoo.com.br 5.1. REMUNERAÇÃO A remuneração será de uma bolsa DTI-C no valor de R$ 1.100,00. 6. INICIO DAS ATIVIDADES Junho de 2013. 7. RESULTADO DA SELEÇÃO. Resultado será dia 03 de julho de 2013 no endereço: cdecma.blogspot.com. Maravilha (AL), 28 de Junho de 2013. Antonio Luiz dos Santos Diretor Presidente do CDECMA

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cdecma realiza encontro com os agricultores

Os agricultores e agricultoras do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da ASA Brasil financiado pelo MDS, dos municípios de Cacimbinhas, Jaramataia, Major Isidoro e Miandor do Negrão em Alagoas participam do Encontro Comunitário Municipal no Espaço Três A em Major Isidoro nesta quarta-feira (19). No Encontro as famílias socializaram práticas de convivência com o semiárido, produção de alimentos e segurança alimentar. A agricultora Cícera Rodrigues da Silva, 65, da comunidade Timbauba em Cacimbinhas disse “o encontro está sendo muito bom porque a gente está aprendendo coisas que não sabia”. Para agricultora Marilucia Ferreira de Souza, 44, da comunidade Puxinanã em Major Isidoro destacou “o encontro está ajudando a gente a aprender e a fazer boas amizades”. Com dinâmicas e trabalho em grupo, apresentação de vídeo sobre práticas de convivência com o semiárido os cinqüenta participantes constroem cenários para o desenvolvimento da vida no campo. José Junior Comunicador popular UGT Cdecma